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Conheça as principais doenças ocupacionais e saiba como preveni-las!

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Apesar de ainda serem comuns em alguns postos de trabalho, as doenças ocupacionais trazem muitos prejuízos não apenas para o colaborador, mas também para as empresas.

Segundo informações da Previdência, a dor nas costas, por exemplo, é a enfermidade que mais afasta os trabalhadores e é líder entre os pedidos mais frequentes de auxílio-doença para o INSS.

Quanto ao indivíduo afetado, há os danos à sua saúde que podem acabar se tornando irreparáveis. Para a empresa, por sua vez, ter um colaborador afastado por uma doença ocupacional gera gastos consideráveis com a contratação de outro profissional para exercer a função, além de ele ter que passar por um período de treinamento e adaptação.

Mas, afinal, o que são doenças ocupacionais? Em poucas palavras, podemos dizer que tratam-se de patologias decorrentes de fatores relacionados às condições de trabalho que os colaboradores são submetidos e à atividade desempenhada por eles.

Para prevenir essas situações e cuidar da saúde dos seus colaboradores, apresentaremos 3 das doenças ocupacionais mais comuns e como evitá-las. Boa leitura!

Quais são as principais doenças ocupacionais?

Apenas no ano de 2017, cerca de 22 mil trabalhadores foram afastados de suas atividades, de acordo com dados do próprio governo. São mais de R$ 10 bilhões gastos por ano no Brasil. Considerando esses dados alarmantes, confira algumas doenças ocupacionais mais comuns e veja como identificá-las.

1. LER/DORT

São, respectivamente, as siglas para as Lesões por Esforços Repetitivos e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, como tendinites, tenossinovites e lesões de ombro.

As principais causas dessas duas doenças são os movimentos repetitivos, as posturas inadequadas e também a pressão psicológica, que faz com que o colaborador force o seu corpo além de suas capacidades.

Entre as formas de evitar a LER e o DORT estão:

  • a pausa para descanso;
  • a realização de exercícios preparatórios e compensatórios;
  • a adequação do mobiliário;
  • a clareza sobre as metas definidas, para que os colaboradores não se esforcem a ponto de desenvolverem uma doença ocupacional.

2. Surdez

Os profissionais que correm os maiores riscos de desenvolverem transtornos auditivos e surdez são aqueles expostos a ruídos e também os que trabalham com produtos químicos, especialmente solventes como thinner, xileno e tolueno.

Para prevenir a ocorrência de doenças laborais relacionadas à perda auditiva, a empresa deve orientar e acompanhar os colaboradores quanto ao uso correto de EPIs, como máscaras de proteção e protetores auditivos.

Também é preciso tomar precauções no ambiente de trabalho, como:

  • investir na proteção coletiva por meio de isolamento das fontes de ruído;
  • investir na ventilação exaustora e no isolamento dos processos que envolvam o uso de solventes.

3. Estresse ocupacional

Um dos grandes vilões dos profissionais é o estresse. Com demandas cadas vez maiores e a necessidade de “dar conta de tudo”, os trabalhadores têm desenvolvido transtornos mentais, como depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.

Outras causas que podem afetar os indivíduos em seus espaços laborais são a monotonia, a violência no trabalho, elevações súbitas nos níveis de estresse e testemunhar o sofrimento de terceiros — no caso de assistentes sociais e profissionais de saúde, por exemplo.

A empresa pode — e deve — fazer muito pela saúde mental de seus colaboradores. Entre as melhores ações preventivas, podemos citar:

  • definição de metas claras e “humanas”;
  • incentivo à comunicação e as boas relações interpessoais;
  • valorização e reconhecimento do profissional por meio de reuniões de feedback;
  • programas de apoio a profissionais vítimas de violência no trabalho e também àqueles expostos a grandes cargas de estresse.

Como prevenir doenças ocupacionais?

É essencial promover ações que visem ao bem-estar e a qualidade de vida da equipe. Veja o que você pode fazer:

  • ensine sobre o uso correto dos EPIs, incentive a equipe a utilizá-los e esteja sempre atento a fim de conferir se os colaboradores estão utilizando os equipamentos da forma correta;
  • crie programas de ginástica laboral e de outras atividades que relaxem o corpo e a mente, como massagem e yoga. Dessa maneira, os colaboradores terão as suas tensões físicas e emocionais aliviadas;
  • promova ações de conscientização sobre qualidade de vida no ambiente de trabalho e também fora dele. Incentive a alimentação saudável e o consumo de água, a prática de atividades físicas e de um hobby, a boa relação entre os colaboradores e a positividade.

Para uma empresa, as doenças ocupacionais são mais do que uma preocupação — elas são uma responsabilidade. Ao mostrar que a sua organização está comprometida com a saúde física e mental de seus colaboradores, todos se manterão mais alertas e envolvidos com o tema, além de satisfeitos e pró-ativos.

A sua empresa já realiza ações de prevenção às doenças laborais? Conte a sua experiência nos comentários!

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